Com a chegada do verão, muitas pessoas aproveitam para curtir os amigos e as férias.

É também um momento propício para relaxar e colocar a leitura em dia, afinal, os livros podem ser ótimas companhias para um dia à beira da piscina ou na praia.

Por isso, trazemos algumas dicas de leituras para você curtir o verão!

1. O paraíso são os outros, Valter Hugo Mãe

o paraíso são os putros

O escritor português Valter Hugo Mãe lançou em 2018 o belo livro O paraíso são os outros. O título é um contraponto à frase "O inferno são os outros", do filósofo francês Jean-Paul Sartre.

Nesse livro, nos deparamos com o olhar inocente de uma menina, que enxerga o amor com fascínio e curiosidade. Ela busca entendimento nos diferentes casais, tanto heterossexuais como homossexuais, e mesmo casais de pinguins, golfinhos e outros tipos de animais.

Uma leitura leve e otimista, para quem está disposto a amar.

Para incentivar ainda mais a sua leitura, conheça um pequeno trecho do livro:

Os adultos apaixonam-se ao acaso, ainda que façam um esforço para escolher muito ou com muita inteligência. Já aprendi. O amor é um sentimento que não obedece nem se garante. Precisa de sorte e, depois, empenho. Precisa de respeito. Respeito é saber deixar que todos tenham vez. Ninguém pode ser esquecido.

2. Siddhartha, de Hermann Hesse

hermann hesse

A primeira publicação desse livro foi em 1922. A obra foi vencedora do Prêmio Nobel de Literatura, em 1946. O autor, o alemão Hermann Hesse, havia passado um período na Índia anos antes e teve contato com a doutrina budista e com a história de Siddhartha Gautama, o Buda.

Inspirado na vida dessa personalidade religiosa, o escritor cria o romance filosófico Siddhartha, que traz grandes reflexões acerca da vida, mostrando a jornada de um homem em busca de si próprio e da "iluminação".

Uma leitura rápida, mas extremamente profunda e atual, como se pode ver nessa passagem do livro:

Quando alguém procura muito – explicou Siddharta – pode facilmente acontecer que seus olhos se concentrem exclusivamente no objeto procurado e que ele fique incapaz de achar o que quer que seja, tornando-se inacessível a tudo e a qualquer coisa porque sempre só pensa naquele objeto, e porque tem uma meta, que o obceca inteiramente.

Procurar significa: ter uma meta. Mas achar significa: estar livre, abrir-se a tudo, não ter meta alguma. Pode ser que tu, ó venerável, sejas realmente um buscador, já que, no afã de te aproximares da tua meta, não enxergas certas coisas que se encontram bem perto dos teus olhos.

Para saber mais sobre essa época do ano, leia: Solstício de Verão.

3. Mulheres que correm com os lobos, de Clarissa Pinkola Estés

mulheres que correm com os lobos

Um livro para mulheres, não só para o verão, mas para a vida!

Nessa obra, lançada a primeira vez em 1992, a psicóloga junguiana Clarissa Pinkola Estés, explora o universo das lendas e histórias antigas para tratar de sentimentos, comportamentos e emoções muito presentes na vida as mulheres. 

Para aguçar seu desejo por essa leitura, leia um trecho do livro:

Ser forte não significa exercitar os músculos. Significa encontrar seu próprio brilho sem fugir, vivendo ativamente com a natureza selvagem de uma maneira própria. Significa ser capaz de aprender, ser capaz de defender o que sabemos. Significa se manter e viver.

4. Meus desacontecimentos, de Eliane Brum

eliane brum

A repórter e jornalista gaúcha Eliane Brum escreveu o livro autobiográfico Meus desacontecimentos em 2004.

Na obra, a escritora relembra episódios importantes de sua infância, costurando memórias com reflexões sobre a vida e a morte, o amor e o desamparo.

Um livro delicado, que conta como a menina silenciosa e tímida ressignificou seus acontecimentos e transformou a palavra em instrumento de vida e de trabalho.

Mesmo sendo autobiográfico, essa leitura nos faz repensar sobre nossas próprias memórias e acontecimentos, e como a nossa história construiu, e constrói, a nos mesmos.

Confira um trecho do livro e inspire-se:

Aprendi ali que ninguém é substituível. Alguns se tornam substituíveis ao se deixar reduzir a apertador de parafusos da máquina do mundo. Alienam-se do seu mistério, esquecem-se de que cada um é arranjo único e irrepetível na vastidão do universo. Quando a alma estala fingem não saber de onde vem a dor.

Então engolem a última droga da indústria farmacêutica para silenciar suas porções ainda vivas. Teriam mais chance se ousassem se apropriar de sua singularidade. E se tornassem o que são. Para se perder logo adiante e se buscar mais uma uma vez, já que ser é também a experiência de não ser.

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