Márcia Fernandes
Professora de Língua Portuguesa e Literatura
O Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão assinala-se anualmente a 4 de junho. Longe de ser uma data de celebração, trata-se de um momento de sensibilização, reflexão e compromisso com a proteção dos direitos das crianças em todo o mundo.
Esta efeméride recorda as milhões de crianças que são vítimas de violência física, psicológica, emocional ou sexual, chamando a atenção para a necessidade de criar ambientes seguros onde possam crescer, aprender e desenvolver-se de forma saudável.
Origem da data
O Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) em 1982.
A data surgiu inicialmente como uma forma de reconhecer o sofrimento das crianças afetadas por conflitos armados e atos de violência. Com o passar dos anos, o seu significado foi alargado para abranger todas as formas de agressão e abuso contra menores, independentemente do local onde ocorram.
A violência contra as crianças
A violência infantil pode manifestar-se de diversas formas e ocorrer em diferentes contextos, incluindo no ambiente familiar, escolar, comunitário ou institucional.
Entre as situações que afetam crianças em todo o mundo encontram-se:
- maus-tratos físicos;
- abuso psicológico e emocional;
- negligência e abandono;
- exploração laboral infantil;
- abuso e exploração sexual;
- tráfico de crianças;
- casamento infantil;
- violência associada a conflitos armados.
Muitas destas situações permanecem ocultas, tornando ainda mais importante a prevenção, a denúncia e o acompanhamento das vítimas.

A importância da proteção infantil
As crianças encontram-se numa fase fundamental do seu desenvolvimento físico, emocional e social. Experiências traumáticas durante a infância podem ter consequências duradouras na saúde, na aprendizagem e no bem-estar ao longo da vida.
Garantir a sua proteção é uma responsabilidade partilhada por toda a sociedade, envolvendo:
- pais e encarregados de educação;
- familiares;
- escolas e educadores;
- profissionais de saúde;
- autoridades públicas;
- organizações da sociedade civil;
- comunidades locais.
Professora, produz conteúdos educativos desde 2015. Licenciada em Letras pela Universidade Católica de Santos (habilitação para Ensino Fundamental II e Ensino Médio) e formada no Curso de Magistério (habilitação para Educação Infantil e Ensino Fundamental I).