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O Dia Mundial do Vitiligo assinala-se anualmente a 25 de junho e tem como principal objetivo sensibilizar a população para esta condição dermatológica, combater o preconceito associado às alterações visíveis da pele e promover a inclusão das pessoas que vivem com vitiligo.
A data procura ainda incentivar o diagnóstico precoce, divulgar informação científica fiável e apoiar a investigação sobre as causas e os tratamentos desta doença.
O que é o vitiligo?
O vitiligo é uma doença crónica caracterizada pela perda progressiva da pigmentação da pele, resultando no aparecimento de manchas brancas de diferentes dimensões em várias partes do corpo.
Esta alteração ocorre devido à destruição ou ao desaparecimento dos melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele, ao cabelo e aos olhos.
Embora possa surgir em qualquer idade, é mais frequente antes dos 30 anos e afeta pessoas de todas as etnias e géneros.
Importa salientar que o vitiligo:
- Não é contagioso;
- Não resulta de falta de higiene;
- Não representa um risco direto para a vida;
- Pode afetar significativamente a autoestima e o bem-estar emocional.

Porque se celebra a 25 de junho?
A escolha da data está associada ao falecimento de Michael Jackson, a 25 de junho de 2009.
O artista revelou publicamente sofrer de vitiligo, contribuindo para aumentar a visibilidade da doença a nível mundial.
Causas e fatores de risco
As causas exatas do vitiligo ainda não são totalmente conhecidas, mas os especialistas consideram que se trata de uma doença multifatorial.
Entre os fatores mais frequentemente associados ao seu aparecimento encontram-se:
- Predisposição genética;
- Alterações do sistema imunitário (doença autoimune);
- Situações de stress físico ou emocional;
- Queimaduras solares graves;
- Contacto com determinadas substâncias químicas;
- Traumatismos ou lesões na pele.
Em muitos casos, o vitiligo pode estar associado a outras doenças autoimunes, como alterações da tiroide.
Principais sintomas
O sintoma mais característico é o aparecimento de manchas esbranquiçadas na pele, que podem surgir em qualquer região do corpo.
Outros sinais incluem:
- Perda de pigmentação dos pelos e do cabelo;
- Descoloração das sobrancelhas ou das pestanas;
- Alterações de pigmentação na mucosa oral;
- Sensibilidade acrescida ao sol nas áreas afetadas.
A evolução da doença varia muito de pessoa para pessoa. Em alguns casos, as manchas permanecem estáveis durante anos; noutros, podem aumentar gradualmente.
Tratamento e acompanhamento
Embora ainda não exista uma cura definitiva para o vitiligo, existem vários tratamentos que podem ajudar a controlar a progressão da doença e a recuperar parcialmente a pigmentação da pele.
As opções terapêuticas podem incluir:
- Cremes e medicamentos tópicos;
- Fototerapia com radiação ultravioleta;
- Tratamentos imunomoduladores;
- Procedimentos cirúrgicos em situações específicas;
- Apoio psicológico, quando necessário.
O acompanhamento por um dermatologista é fundamental para definir a abordagem mais adequada a cada caso.
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