O Dia da Marmota, comemorado em 2 de fevereiro, é muito famoso sobretudo nos Estados Unidos da América, mais precisamente em Punxsutawney, na Pensilvânia, onde uma marmota chamada Phil é, todos os anos, chamada a prever a duração do inverno.
Segundo a tradição, se a marmota sair da sua toca e vir a sua própria sombra, o inverno prolonga-se por mais seis semanas. Se não a vir, a primavera chegará mais cedo. O rigor científico pode ser discutível, mas isso nunca impediu que o evento se transformasse numa grande festa.
Em Portugal, o Dia da Marmota não faz parte das tradições populares, sendo mais conhecido através do filme O Feitiço do Tempo, protagonizado por Bill Murray, que ajudou a eternizar esta data, associando-a à ideia de repetição e à sensação de viver o mesmo dia vezes sem conta — algo com que todos, em algum momento, nos identificamos.
Apesar do seu carácter moderno, a origem do Dia da Marmota remonta a tradições muito mais antigas. Acredita-se que tenha nascido entre comunidades germânicas da Pensilvânia, no século XIX, inspiradas em costumes europeus ligados ao Dia da Candelária. Assim, diz o ditado: “Se Nossa Senhora das Candeias estiver a rir, está o inverno para vir; se estiver a chorar, está o inverno a passar”. A marmota teria assumido o papel simbólico dessa previsão.
Mais do que prever o tempo, o Dia da Marmota convida-nos a refletir sobre os ciclos da natureza e sobre a nossa eterna curiosidade em antecipar o futuro. É também uma data que nos lembra como pequenas histórias e rituais podem ganhar força ao longo do tempo, atravessando gerações e fronteiras.