O Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil, celebrado em 24 de fevereiro, marca um momento histórico na luta pelos direitos das mulheres no país. Foi nessa data, em 1932, que o voto feminino foi oficialmente reconhecido por meio do Código Eleitoral.
A partir desse marco, as mulheres brasileiras passaram a ter o direito de participar ativamente das decisões políticas da nação — uma conquista que transformou a democracia no Brasil.
Como aconteceu a conquista?
A luta pelo voto feminino começou décadas antes da oficialização. Inspiradas por movimentos internacionais, mulheres brasileiras passaram a reivindicar maior participação política no final do século XIX e início do século XX.
Um dos principais nomes desse movimento foi Bertha Lutz, bióloga, diplomata e líder sufragista. Ela foi uma das fundadoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e dedicou sua vida à defesa dos direitos das mulheres.
Em 1932, o novo Código Eleitoral garantiu o direito de voto às mulheres — inicialmente com algumas restrições, como a exigência de autorização do marido para mulheres casadas e a obrigatoriedade apenas para mulheres que exerciam atividade remunerada. Dois anos depois, em 1934, o direito ao voto tornou-se constitucional e mais amplo.

O Brasil no contexto mundial
O Brasil não foi o primeiro país a permitir o voto feminino, mas esteve entre as nações pioneiras da América Latina. O movimento fazia parte de uma mobilização global iniciada no final do século XIX, que buscava igualdade de direitos políticos entre homens e mulheres.
Essa conquista representou um avanço importante para a ampliação da cidadania e da participação democrática no país.