O Dia em que a Música Morreu é lembrado em 3 de fevereiro e marca um dos momentos mais melancólicos da história da música popular. A data faz referência ao trágico acidente aéreo ocorrido em 1959, que tirou a vida de três jovens estrelas do rock and roll: Buddy Holly, Ritchie Valens e J.P. “The Big Bopper” Richardson.
Após um show em Iowa, nos Estados Unidos, os músicos embarcaram em um pequeno avião para evitar uma longa viagem de ônibus em meio ao inverno rigoroso. Poucos minutos após a decolagem, a aeronave caiu, encerrando as suas carreiras promissoras e deixando um vazio na cultura musical.
Buddy Holly (1936-1959) era um guitarrista americano responsável por influenciar gerações de artistas. Ritchie Valens (1941-1959), o mais novo deles, tinha apenas 17 anos e era um guitarrista americano descendente de mexicanos que já havia feito história ao levar elementos da música latina para o rock. Big Bopper (1930-1959), cantor e guitarrista americano, era um showman carismático, dono de sucessos que dominavam as rádios. A perda dos três, ao mesmo tempo, chocou fãs e músicos.
A expressão “o dia em que a música morreu” ganhou força anos depois, imortalizada na canção American Pie, de Don McLean. Mais do que um lamento, a frase tornou-se uma metáfora poderosa para o fim de uma era inocente do rock, quando a música ainda dava seus primeiros passos rumo à revolução cultural que marcaria os anos seguintes.