O Dia Mundial das Zonas Úmidas, celebrado em 2 de fevereiro, é um convite global para olhar com mais atenção para manguezais, pântanos, brejos, várzeas e lagoas, que formam as chamadas zonas úmidas.
Esses ambientes naturais ajudam a controlar enchentes, filtram a água, servem de abrigo e berçário para inúmeras espécies de plantas e animais, além do seu papel fundamental no combate às mudanças climáticas, graças ao armazenamento de grandes quantidades de carbono.
A data marca a assinatura da Convenção de Ramsar, em 1971, um tratado internacional criado justamente para promover a conservação e o uso responsável das zonas úmidas em todo o mundo. Desde então, o dia passou a ser um momento de conscientização sobre a importância desses ambientes e sobre os riscos que enfrentam, como a poluição, o desmatamento, a urbanização desordenada e as alterações climáticas.
No Brasil, as zonas úmidas têm destaque especial. O Pantanal, maior área alagada do planeta, é um exemplo da riqueza e da fragilidade desses ecossistemas. Celebrar o Dia Mundial das Zonas Úmidas é reconhecer que proteger a água é proteger o futuro. É lembrar que esses ecossistemas trabalham diariamente para garantir qualidade de vida, segurança ambiental e biodiversidade. Mais do que uma data no calendário, é um chamado à responsabilidade coletiva para preservar espaços onde a terra e a água se encontram — e onde a vida encontra condições para prosperar.